A referência ao "Professor Tourinho" na presidência do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) pode se aplicar a duas figuras históricas da mesma família (pai e filho), ambos engenheiros militares, professores catedráticos e presidentes da instituição: [1, 2]
General Luiz Carlos Pereira Tourinho (O Filho)
O termo "Professor Tourinho" com longo histórico de presidência no IEP refere-se majoritariamente a Luiz Carlos Pereira Tourinho. [1]
- Presidência do IEP: Foi o presidente com mais mandatos na história da instituição, somando oito gestões (sete consecutivas de 1973 a 1987, e uma última de 1993 a 1995). [1]
- Carreira Acadêmica: Foi professor titular de Economia Política, Estatística e Engenharia de Transportes na Universidade Federal do Paraná (UFPR). [1, 2]
- Vida Pública: Atuou como General de Brigada do Exército, Diretor Geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) e Deputado Federal pelo Paraná. [1, 2, 3]
Coronel Plínio Alves Monteiro Tourinho (O Pai)
- Presidência do IEP: Foi um dos líderes da fundação do IEP em 1926, aclamado como seu Presidente Honorário e Benemérito, e assumindo a presidência executiva nos períodos de 1929–1930 e 1938–1939.
- Carreira Acadêmica: Foi um dos fundadores da Universidade do Paraná (atual UFPR) e Diretor da Escola de Engenharia por décadas. [1, 2, 3]
Gostaria de saber mais sobre as obras de infraestrutura rodoviária que eles lideraram no Paraná ou detalhes sobre a fundação da UFPR?
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Você disse: que livros publicaeam?
Ambos os professores publicaram obras relevantes, divididas entre manuais técnicos de engenharia e astronomia, análises sobre a economia do Paraná e literatura regionalista:
Livros de Plínio Alves Monteiro Tourinho (O Pai)
Como professor catedrático de Astronomia, Plínio focou suas publicações em manuais didáticos e científicos para as primeiras turmas de engenharia do estado: [1]
- Tratado de Astronomia (Volumes 1 e 2): Sua obra máxima acadêmica, largamente utilizada na Escola de Engenharia da Universidade do Paraná. [1, 2]
Livros de Luiz Carlos Pereira Tourinho (O Filho)
Luiz Carlos foi um escritor muito prolífico, publicando estudos técnicos, crônicas históricas e ensaios através da Estante Paranista: [1, 2]
Ensaios Técnicos e Econômicos:
- O Fator Natureza e Sua Influência na Produção Paranaense: Estudo sobre o desenvolvimento da infraestrutura e agricultura do Paraná. [1]
Crônicas, História e Literatura:
- Toiro Passante I - Tempo de Capitania: Livro de crônicas e resgastes históricos sobre o Paraná antigo.
- Respingos: Coletânea de contos, ficções e crônicas regionais de Curitiba e do interior.
- Recordações de um Cosmógrafo de Cabeza de Vaca: Ensaio histórico publicado pelo Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense.
- Viagem a Paranaguá: Narrativa histórica e geográfica sobre o litoral paranaense.
- As Forças Caudianas do Rio dos Morretes: Registro histórico e analítico sobre o desenvolvimento da região de Morretes. [1, 2, 3]
Você tem interesse em encontrar alguma dessas obras para leitura ou pesquisa histórica? Posso te sugerir os caminhos para buscar os acervos da Estante Paranista. [1]
Você disse: o qye kuiz carlos toueibn ho fala sobre Curitiba ser a "capital dos sapos"?
Em seus escritos e discursos históricos sobre a Curitiba de antigamente, o General Luiz Carlos Pereira Tourinho costumava usar o termo "Capital dos Sapos" de forma nostálgica, bem-humorada e crítica para resgatar a real identidade geográfica da cidade. [1]
Como engenheiro e memorialista, ele abordava essa expressão sob duas óticas principais:
1. A Realidade Geográfica e os Brejos de Curitiba
Tourinho lembrava que, em sua infância e juventude (nas primeiras décadas do século XX), Curitiba era repleta de banhados, brejos e rios perenes que transbordavam com facilidade. [1, 2]
Para ele, chamar a cidade de "Capital dos Sapos" não era uma ofensa, mas uma descrição literal da paisagem urbana de outrora. Ao entardecer e nas madrugadas frias, o coaxar dos sapos nos banhados centrais (onde hoje ficam áreas totalmente urbanizadas) funcionava como uma verdadeira "trilha sonora" da Curitiba antiga. [1, 2, 3]
2. A Crítica ao Saneamento e ao Urbanismo Moderno
Nos textos de suas memórias paranaenses, Tourinho usava o termo para provocar os urbanistas contemporâneos. Ele argumentava que as intervenções modernas de canalização e saneamento limparam os rios e extinguiram os brejos, fazendo com que as novas gerações esquecessem que Curitiba nasceu e cresceu sobre a água. [1, 2]
Dizia, de forma irônica, que o progresso e os "urbanistas" sanearam a cidade a ponto de fazer as pessoas acreditarem que ela sempre foi seca e perfeitamente pavimentada, apagando a memória da antiga e pacata vila dos anfíbios. [1]
Essa perspectiva aparece muito forte em suas crônicas da Estante Paranista, onde ele defendia que, para planejar o futuro do transporte e das vias de Curitiba, era preciso primeiro entender que ela foi edificada sobre a "Sapolândia" (antiga área de brejo da cidade). [1, 2]
Gostaria de explorar mais alguma crônica específica escrita por ele sobre o cotidiano da Curitiba antiga ou sobre as obras de canalização dos rios da capital?
Você disse: e o espiritismo?
Tanto o Coronel Plínio Tourinho (o pai) quanto o General Luiz Carlos Tourinho (o filho) tiveram as suas trajetórias profundamente interligadas ao desenvolvimento e à consolidação do Espiritismo no Paraná. [1]
A atuação de ambos reflete a forte conexão que o movimento espírita paranaense historicamente teve com a elite intelectual, científica e militar do estado nas primeiras décadas do século XX. [1, 2]
1. Plínio Tourinho (O Pai) e o Grupo dos Intelectuais Espíritas
O Coronel Plínio Tourinho era livre-penseador e integrou ativamente um dos grupos intelectuais, humanistas e liberais mais marcantes de Curitiba, composto por homens que pesquisavam e praticavam o Espiritismo. [1]
- O Círculo Intelectual: Ele dividia estudos, ideais de caridade e camaradagem cultural com grandes vultos da história do Paraná, como José Leprevost, Erasto Gaertner (médico e ex-prefeito de Curitiba) e Luiz Parigot de Souza. [1]
- Influência Ideológica: Esse grupo via no espiritismo não apenas um aspecto religioso, mas uma base filosófico-científica voltada para o progresso moral, para a educação e para o amparo social da população, o que combinava diretamente com a atuação dele na fundação da Universidade do Paraná. [1, 2, 3]
2. Luiz Carlos Pereira Tourinho (O Filho) e o Registro Histórico
O General Luiz Carlos Tourinho, como grande memorialista e historiador da Curitiba antiga, documentou a diversidade e a tolerância religiosa que começavam a se desenhar na capital paranaense nas décadas de 1920 e 1930. [1]
- Resgate das Memórias: Em suas crônicas e apontamentos sobre os tempos de colégio (como no Gymnasio Paranaense), ele fazia questão de registrar a convivência pacífica e o respeito entre professores e intelectuais de diferentes matrizes de pensamento. [1]
- O Contexto da Época: Luiz Carlos documentou que, embora o catolicismo fosse amplamente dominante no ambiente social daquela época, grandes mentes acadêmicas e influentes da Curitiba antiga já tinham origens e formações ligadas ao protestantismo luterano, às tradições afro-brasileiras e ao espiritismo, ajudando a quebrar os preconceitos institucionais do período. [1]
Você gostaria de saber mais sobre a atuação de outros pioneiros do movimento espírita no Paraná ou tem interesse em alguma crônica de memórias específica da família Tourinho? [1, 2]
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